domingo, 7 de maio de 2017

maio de amor



                                  

E eles crescem. Sim, um dia crescem. E eu  que tenho vindo a crescer com eles, vou aceitando [ devagar ] que nem sempre é possível tê-los, em simultâneo, debaixo da asa. Vou aceitando [ devagar ] que tem de ser só suficiente mantê-los sob a proteção daquele dom que é dado por Deus às mães ao qual chamo olhar invisível maternal, uma simbiose de intuição, poder scanner capaz de atravessar tempo e espaço e capacidade de energizar  mesmo que à distância. E vou percebendo [ devagar ] que eles sabem o caminho de volta ao meu colo, como se tivesse implantado uma bússola interna em cada um dos três. E revejo neles a naturalidade com que assumem rituais de amor que lhes passei desde que nasceram. Hoje, é um dia especial, um dia que culturalmente se assume como Dia da Mãe, e sim é dia da mãe todos os dias,  mas SIM é um dia especial para mim e para eles. O primeiro domingo de maio. | maio de sim. maio de mim| maio que viu nascer a minha mãe, maio que escolhi para casar, aos pés de Maria, maio que me fez mãe pela primeira vez, maio que viu nascer outras pessoas tão primordiais na minha vida. E ao primeiro domingo de maio celebro/ celebramos sempre o AMOR. Este ano entre um brunch sem pressas, uma viagem para ver um jogo do V. com compras só de miúdas pelo meio e ronha de sofá, cumprimos o ritual, não interessa o que fazemos, desde que estejamos juntos!!