sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Caminho



Com o caminho já feito aprendemos a arte de engolir o pranto aos bocadinhos e entre soluços. Quando o temos de fazer, o período seguinte é invariavelmente acompanhado de uma certa pacificação. Não é uma paz totalmente  mórbida, tem sempre lá ao fundo uma espécie de torpor. Pegamos na caixa de memórias tiramos tudo para fora e arrumamos tudo com amor, o amor que só cresce. A caixa é a mais bonita que possuímos. E tudo o que lá está nos faz sorrir. Com amor, o amor que só cresce, enfeitamos por dentro, bem cá dentro do nosso interior, tudo o que queremos que permaneça intacto até ao próximo pôr do sol.