sábado, 3 de outubro de 2015

Votar pela nossa vida e pela vida dos nossos filhos



Sou mãe. Mãe de três. E tenho para mim que a  educação se faz pelo exemplo. O exemplo de todos os dias. O exemplo que se tira quando corre bem. E o exemplo que se tira quando não corre tão bem e tenho a capacidade de lhes mostrar em humildade que falhei e a capacidade de lhes explicar como vou corrigir a falha. Aos 40 anos e a votar desde os 18, existiram duas eleições nas quais não votei. Sei os motivos. E não sinto culpa. Sei explicar, hoje, aos meus filhos o porquê de não ter votado e sei que eles o compreenderam efectivamente e que se um dia tiverem de se abster o vão fazer também em consciência. Como em consciência vão decidir em quem votar. Amanhã esta familia vive um dia épico. Pela primeira vez votará, em consciência, a primogénita da casa. Votará na minha companhia, da mesma forma que, orgulhosamente, o fiz na companhia dos meus pais. Amanhã vou pegar nos meus filhos e concluir-lhes na prática o que lhes tenho vindo a explicar em teoria. Mas vais votar porquê ?? Para quê??  Voto porque, em democracia,  tenho o direito a pensar, a escolher o tipo de politica que quero ver aplicada ao meu futuro e ao futuro da minha família [ porque sim, eu tenho filhos que ainda não votam e assim sendo, é meu dever como mãe escolher o futuro onde terão de crescer ]. Voto, troveje ou faça sol. Votem, também.